PERU

Quando se pensa em ir ao Peru, a maioria das pessoas evoca a natureza exuberante e o misticismo dos Andes. Mas o país é muito mais surpreendente para além da famosa cidade de pedra.

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Acho que todas as pessoas apaixonadas por viajar já pensaram em ir (ou já foram) ao Peru. A herança deixada pelos Incas, somada a toda a misticidade de Machu Pichu, sem dúvida, é um enorme atrativo que encanta muita gente. Comigo não foi diferente.

Sempre tinha sonhado em ir ao Peru. Quando planejei minha viagem de 12 para lá, fiz questão de conhecer áreas distintas do país que, geopoliticamente, é dividido em três macro regiões: a bacia amazônica, os Andes, e o litoral.

Escolhi três pontos base para conhecer: Cuzco & o Vale Sagrado; Arequipa; e Lima. Embora muito diferentes entre si, nem de longe cheguei perto de ter uma visão abrangente da imensa variedade cultural do país.

Voei do Rio de Janeiro para Cuzco, com uma escala em Lima. De lá, desci de ônibus overnight até Arequipa, de onde voei para a etapa final da viagem, a capital Lima.

Cuzco & Machu Picchu

Ao redor de Cuzco diversos sites arqueológicos contam a história do povo Inca: Sacsayhuaman, Puka Pukara, Qenqo e Tombomachay. São sistemas de defesa, pátios para agricultura e arquitetura que resistiram a séculos de terremotos e invasões européias. E Cuzco é o local onde a cultura Inca e a européia se encontraram, o que deixou marcas nas praças, monumentos e igrejas.

A viagem pelo Vale Sagrado dos Incas, que já encanta pelo nome, continua a contar a história desse povo. Conforme a viagem vai subindo pelo vale, vemos a tentativa do povo Inca de fugir dos espanhóis, se abrigando cada vez mais alto nas montanhas, deixando para trás cemitérios, terraços agrícolas, templos e cidades inteiras, como em Urquillos, Moray e Urubamba. Em Písac, a principal atração é a espetacular feira de artesãos locais, que acontece todo domingo.

Mas em Ollantaytambo está uma das coisas mais impressionantes que vi sobre a genialidade do povo Inca. Nas principais ruínas da cidades, vemos um templo dedicado ao sol, com alinhamento perfeito de pedras para adoração e para aquecimento de água. Aliás, um complexo sistema de irrigação canalizava a água pelo imenso terraço agríclo, trazendo-a até as fontes na parte baixa da montanha. Surreal!

 

Em Ollantaytambo, peguei o trem para Águas Calientes, base para conhecer Machu Pichu. Preferi acordar às 4 da manhã e enfrentar a subida de 3 horas a pé a fim de chegar lá antes dos ônibus de turismo.

E assim consegui fotografar Machu Pichu sem muitas interferências e antes do nascer completo do sol. Uma experiência que, definitivamente, jamais sairá das minhas retinas.

Arequipa

Construída toda em pedra vulcânica com a riqueza da mineração, Arequipa tem um charme peculiar que faz com que o tempo passe em um ritmo único.

Perto dali, desci de rafting pelas corredeiras do rio Chili em um bote com alguns jovens locais que conheci por acaso, reunidos para comemorar a visita de um dos amigos que morava no Canadá.

Conversando com um deles, descobri sobre o deserto de Yura, a 1 hora de distância do centro, que não constava em nenhum guia e acessível com ônibus municipal de baixíssima frequência diária.

Lima

Surpreendentemente moderna, a capital do país guarda preciosidades arquitetônicas e culturais por todos os cantos. Além da sua já famosa e premiada culinária.

Andando pelo centro de Lima, as pessoas se mostram ainda mais hospitaleiras quando descobrem que você é do Brasil. Em frente ao palácio presidencial, esbarrei com um grupo de crianças do interior do país que não sossegaram até que tivessem tirado foto com o visitante que veio do país de Ronaldinho e do Neymar.

Lima é uma cidade surpreende e tem um por do sol à sua altura. Sobre as ondas perfeitas da costa peruana, o sol se despede entrando nas águas frias do Pacífico, em um espetáculo que transforma o céu da cidade em uma explosão de cores.

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