Chapada pt.2 – Grutas

Gruta Lapa Doce, Torrinha, Pratinha

 

Nos dois primeiros dias eu tirei para conhecer as principais grutas da região: a Gruta da Lapa Doce; e a Gruta Azul e da Pratinha.

As atrações como essas grutas ficam na parte de fora do limite do que, legalmente, é o Parque Nacional da Chapada da Diamantina e, portanto, ficam localizadas em propriedades particulares. Cada propriedade cobra um valor de entrada que é sempre na faixa dos R$30.

Uma das coisas que mais me impressionaram nessas atrações é o forte controle dos órgãos públicos do meio ambiente. Todo o interior das grutas contam com sensores de controle de visitantes e as propriedades estão submetidas a fortes regras e controles para manterem a concessão dessas atrações.

A gruta da Lapa Doce tem uma trilha de acesso super leve que é feita, obrigatoriamente, com guia local para garantir o cumprimento das regras de uso do local e a preservação das cavernas e da segurança dos visitantes. É a quinta maior caverna do Brasil e é mundialmente famosa por suas imensas milenares estalagmites e estalactites, todas com centenas ou milhares de anos de formação.

 

 

 

 

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De lá segui para a Gruta Azul e a Gruta da Pratinha, que ficam relativamente perto dali. E se a experiência com a Cachoeira do Mosquito foi inesquecível, a segunda parte do dia ficou devendo bastante, tudo por conta da má administração do local que abriga as grutas.

Mas não entenda mal, as grutas são realmente lindas. O único problema é que são realmente mal administradas.

 

 

As duas ficam dentro da mesma propriedade. Para entrar, você paga R$ 30 – o que é o normal na região – e ganha uma pulseirinha, tipo aquelas de balada. Uma vez lá dentro, a impressão é a de que se está em uma grande feira, onde absolutamente tudo está à venda, desde pequenas pedras até tirolesa, fotos subaquáticas e fotos super produzidas com chroma key. Eu sei que muitas pessoas não se importam com isso, de fato, muitas pessoas acabam comprando esses serviços. Mas, pessoalmente, esse alto nível de comercialização do espaço gera uma vibe completamente oposta da que se espera de uma viagem para a Chapada Diamantina.

Mas a pior parte mesmo é que o controle de acesso às grutas é fraco ou inexistente. A proibição do acesso à água no interior da gruta é cumprido. Mas não há nenhum controle sobre o número de visitantes no interior da gruta, o que resulta em certa confusão no interior apertado da gruta. O visual é lindo, mas infelizmente é impossível contemplar o local.

 

 

Acabou que, no final das contas, eu aproveitei mesmo os pontos que não estavam no ‘cardápio’ de serviços da propriedade, como o cafezal na saída da fazenda e as vistas pro rio que alimenta a Gruta da Pratinha.

 

 

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