Cartagena

Conhecer Cartagena sempre foi um sonho pessoal meu. A literatura latino-americana sempre esteve presente na minha vida, desde os tempos de escolam quando li clássicos brasileiros, como Machado de Assis e Eça de Queirós. Bairrismos a parte, a literatura sulamericana sempre me encantou ela forma passional como a vida é retratada e sentida pelos poetas e escritores.

Mas nenhum autor me seduziu tanto quanto Garcia Márquez, com seu realismo fantástico e sua voracidade, o fizeram.

O primeiro livro do autor foi bem clichê: Cem Anos de Solidão. Mas o encanto por Garcia Márquez me fez ler todos os outros livros dele, o que me fez mergulhar no universo que ele criou e que passou a ser a maior referncia para a minha imaginação.

Aliás, voracidade. Essa é a palavra que eu uso para definir o que eu sempre imaginei que seria Macondo, cenário de Cem Anos. O cheiro de frutas nas ruas, as paredes caiadas do Caribe, as febres de paixão. Para mim, os livros de Garcia Marquez tem temperatura, cheiro e sabor muito bem definidos. E Macondo foi inspirada em Cartagena, terra de Garcia Marquez.

E , de fato, tudo está lá. As cores, as paredes, as frutas. As referências a Garcia Márquez em toda parte.

Viajar para Cartagena foi como entrar no universo que eu construí na minha imaginação e que eu frequentemente evoco para fugir ou me abrigar. Foi ver com meus próprios olhos um universo que só eu sabia que existia.

 

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