CHAPADA DIAMANTINA – Lençóis, Grutas e Cachoeira do Serrano

Planejar uma viagem para a Chapada Diamantina é um grade desafio. É uma imensa área de 41 mil km², que cobre 24 municípios no interior bahiano, e uma infinidade de trilhas, cachoeiras e coisas para fazer. Não importa quanto tempo você tenha para passar lá, a sensação é a de que jamais haverá tempo o bastante para ver e fazer tudo que a Chapada tem para mostrar.

Eu passei oito dias na região, e começo a contar um pouco dessa história em uma série de posts que se seguirão a este.

Durante as pesquisas anteriores à viagem, resolvi dividir a região três eixos: norte, centro e sul, determinando os pontos onde dormiria para que eu conseguisse ficar o mínimo de tempo na estrada e aproveitasse o máximo de cada região.

Mas quando eu viajo, eu gosto de deixar o roteiro correr meio solto, sem muita rigidez, e ir me adaptando ao ritmo da viagem.

Sendo assim, minha primeira parada foi na cidade de Lençóis, destino da maioria das pessoas que chegam à região. A cidade teve grande importância durante a mineração, atraindo exploradores de toda parte do mundo. Isso deixou uma marca interessante na arquitetura colonial da cidade. Depois da fase do diamante, a cidade entrou em declínio, perdendo grande parte da sua população. Com a criação do Parque Nacional, em 1985, o tursimo foi responsável por trazer Lençóis de volta para o mapa, atraindo uma grande quantidade de artistas, bares, cafés e restaurantes.

Localizada ao norte do Parque Nacional, Lençóis é um ótimo pouso para atrações como as grutas de Lapa Doce, Torrinha e Pratinha; o morro do Pai Inácio; o Poço do Diabo; a cachoeira do Mosquito e o quilombo do Remanso.

Cortada pelo rio Lençóis, a cidade é bem estruturada e tem a noite até bastante agitada, com festas acontecendo no dentro e fora do centro.

Particularmente, eu não estava no ritmo de balada nesta viagem, então eu dava uma volta pela cidade de manhã bem cedo, comprava os suprimentos para as trilhas, tirava algumas fotos e metia o pé na estrada.

Para explorar esta parte norte do Parque, acabei ficando 3 noites em Lençóis e, apesar dos bons restaurantes pela cidade, acabei me apaixonando por esses dois, com ótimos pratos e preços bem justos: Lampião e Vilarejo Bistrô.

No primeiro dia, fui a uma região onde se concentram algumas grutas bastante interessantes: a gruta da Lapa Doce, gruta Azul.

A gruta da Pratinha, que está na mesma região, eu visitei no  dia seguinte.

A gruta da Lapa Doce tem uma trilha super leve que é feita com guia local, obrigatoriamente, já que toda essa área está sob forte controle ambiental para preservação das milenares estalagmites e estalactites – além da segurnça dos visitantes.

Não confunda: estalactite são as formações no teto da caverna, resultado da água que escorre pela rocha, acumulando cálcio e minerais…

… estalgmites são as formações no solo, das gotas que caem.

[FOTO TORRINHA – DESENHOS RUPESTRES]

(***)

Além de cortar a cidade, o rio Lençóis forma a cachoeira do Serrano nos arredores da cidade, que escorre pelas pedras rosas que são características daquela região. Por conta da proximidade com a cidade, a cachoeira do Serrano é ótima para assistir o por do sol e terminar o dia com chave de ouro.

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